Estiagem reduz a produção de cana em 2 milhões de toneladas
A baixa incidência de chuvas na região de Piracicaba compromete ao menos 7% da produção da safra da cana-de-açúcar.
A baixa incidência de chuvas na região de Piracicaba compromete ao menos 7% da produção da safra da cana-de-açúcar. Até dezembro, a previsão para a macrorregião do município — que inclui 75 cidades — era a colheita de 38 milhões de toneladas de cana.
Deste total, 2 milhões de toneladas, índice que representa a produção de uma usina de médio porte, já são consideradas perdidas de acordo com o presidente da Coplacana (Cooperativa dos Plantadores de Cana de Piracicaba), José Coral.
"Isso se o tempo der alguma invertida. Senão, o prejuízo pode ser ainda maior. A situação é preocupante, pois com safra menor há menos produção de açúcar, menos produção de álcool e menos emprego, embora parte da colheita já seja feita de forma mecanizada", explica Coral.
Com a falta de água necessária, a planta apresenta dificuldades de crescimento. Piracicaba ficou sem chuvas entre os dias 5 de junho e 12 de julho. Em três dias (de 13 a 15 de julho), a precipitação registrada chegou a 60 mm.
Desde então, Piracicaba voltou a sofrer com a seca, com a baixa umidade relativa do ar e com altas temperaturas durante o dia.
"Não adianta registrarmos dias sem chuva, depois um temporal e, logo em seguida, mais sol e seca. A produção sofre", revela o presidente da Coplacana. Na macrorregião, 150 mil hectares são destinados ao plantio de cana.
Segundo Coral, ainda não dá para calcular a perda de receita nos municípios, nem mesmo a redução da produção de açúcar e álcool, já que o clima define o teor de sacarose dos canaviais. (Juliana Franco)