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A empresa, com sede em Monte Mor (região de Campinas), só aceitou acatar as reivindicações de seus trabalhadores depois de uma audiência e acordo firmado junto ao Ministério Público.
Depois da audiência, a Ting concordou em dar um reajuste salarial de 8%, aumento de 6% no valor da cesta básica, fornecimento de refeição a partir do dia 16 de agosto e a contratação de uma equipe médica que atenderá em um ambulatório, uma vez que os trabalhadores reivindicavam a construção de uma enfermaria na empresa e também concordaram entregar o refeitório com cozinha industrial a partir de fev/2011.
“Ficou estipulado ainda que a empresa não vai descontar os dias que os trabalhadores permaneceram em greve e nem poderá haver retaliação contra aqueles que participaram do manifesto”, informa o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Campinas.
Por que parou?
A greve teve início no último dia 19 de julho e terminou dia 23 de julho. Duzentos e cinquenta trabalhadores, exceto a parte administrativa, cruzaram os braços para reivindicar o fornecimento de benefícios, como ticket alimentação e Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além de melhores condições de trabalho.
“A empresa não fornecia refeição e não tinha nem refeitório. Além disso, os trabalhadores não possuíam um local específico para guardarem suas marmitas, que eram colocadas em uma sala, no chão”, comenta o vice-presidente do Sindicato da Alimentação (Sinal) de Catanduva e região, Sérgio Augusto Urize, que participou da greve com outros dirigentes catanduvenses.
A Ting Indústria e Comércio Ltda trabalha com a fabricação de produtos em conserva, como azeitonas, aspargos, tremoços, picles, entre outros.