Destaques — 08 de março de 2018

As mulheres têm grandes desafios pela frente. A luta não será fácil, mas extremamente necessária. No ato do Dia Internacional da Mulher  que será realizado pela Fetiasp (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Estado de São Paulo), no dia 20, as companheiras da Capital e do interior vão demonstrar a indignação com os efeitos da nova lei trabalhista, da ameaça que representa a reforma da Previdência e a violência contra as mulheres.

É inegável que, ao longo dos anos, conquistamos avanços. Por exemplo, nossos sindicatos têm secretarias da mulher que atendem e organizam as trabalhadoras em suas bases. Este foi um passo importante dado pelas entidades do nosso setor para desenvolvermos ações em prol das mulheres.

No setor da alimentação, nós sindicalistas –  mulheres e homens – trabalhamos juntos para negociarmos conquistas para as trabalhadoras. Para deixar clara essa atividade conjunta resolvemos assinar juntos este artigo, ou seja, o presidente Antonio Vítor e eu.

São muitas as reivindicações das trabalhadoras e nossos companheiros estão dispostos a lutar conosco para conquistá-las. Elas vão desde igualdade salarial entre  mulheres e homens até mais creches para os nossos filhos. No entanto, neste ano, priorizamos três temas: Previdência, nova lei trabalhista e violência contra as mulheres.

No tocante ao combate à violência faremos uma análise do aumento dos casos e suas consequências na vida das mulheres e que políticas públicas deverão ser implantadas bem como a atuação sindical.

O debate da violência será baseado no artigo 9º da Lei Maria da Penha, que dá estabilidade no trabalho à mulher vítima da violência.Temos que fazer trabalho conjunto com as empresas porque muitas companheiras são demitidas por sofrerem violência e, consequentemente, faltam ao trabalho porque estão machucadas, por exemplo. É preciso fazer um acompanhamento dos casos.

Na área trabalhista, serão discutidos o trabalho intermitente e a terceirização. Ambos retiram direitos. No caso do trabalho intermitente, o pagamento dos benefícios que foram conquistados com muita luta, serão menores, pagos conforme os dias trabalhados e não referente ao mês inteiro.

A reforma da Previdência afetará muito a trabalhadora que começa a trabalhar cedo e tem tripla jornada. A proposta do governo estabelece aposentadoria por idade não por tempo de contribuição. Nesse sentido, se vingar a medida do governo,  começou a trabalhar mais cedo será penalizado porque vai se aposentar mais tarde.

O governo defende esta proposta e não faz questão que cobrar os grandes devedores porque é um deles. Estou referindo aos  governos estaduais e municipais, além de grandes grupos econômicos.

 

Neuza Barbosa de Lima,

Vice-presidente da Fetiasp (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Estado de S. Paulo)

Antonio Vítor,

Presidente da Fetiasp

 

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