Destaques — 24 de abril de 2018

Trabalhadores da indústria da Alimentação de São Paulo realizaram hoje, dia 24, uma manifestação em frente à sede da BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, que engloba as marcas Sadia e Perdigão, contra a decisão da (UE) União Européia de suspender a compra de carne do Brasil, especialmente a de frango. A UE proibiu a importação de vinte frigoríficos brasileiros, incluindo doze unidades da BRF.

“O objetivo deste ato é mostrar para autoridades, sociedade  e para os trabalhadores que estamos defendendo o produto e o emprego. É muito ruim para o trabalhador saber que alguém se recusa a comprar um produto que ele fez. E que esta decisão tem a ver com a má gestão da empresa e medidas incorretas adotadas pelo governo”, disse Antonio Vitor, presidente da Fetiasp (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Estado de São Paulo). O próximo ato, segundo Vítor, será fazer um grande churrasco de frango na Avenida Paulista para mostrar que a carne brasileira é de qualidade.

Para Carlos Augusto dos Santos, Carlão, secretário-geral da Força São Paulo, a suspensão é um problema político, e o governo até agora não deu sinais de que pretende resolver o problema. O sindicalista também criticou a direção da BRF. “O senhor Abílio Diniz, que comanda a BRF, não sabe a importância que tem o emprego para o pai ou a mãe de família”, afirmou.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres, também observou que o governo brasileiro está tímido para dar uma resposta à União Européia. “Neste momento estão em risco milhares de empregos e a alimentação faz bem em fazer a mobilização para preservar os postos de trabalho. Os metalúrgicos fizeram o mesmo com o aço brasileiro na queda de braço com os EUA”, destacou.

Neuza Barbosa de Lima, vice-presidente da Fetiasp, destacou que este embargo coloca em risco empregos especialmente de mulheres que são chefes de família. “O governo está lento nas negociações para levantar a suspensão das exportações e temos de nos organizar para lutar contra estes desmandos. Basta de incompetência neste País”, disse.

João Rodrigues, diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de São Paulo, manifestou apoio aos trabalhadores da alimentação. “Sempre quem sofre com a má gestão são os funcionários”, afirmou. O mesmo apoio foi dado por Levy Gonçalves Ferreira, diretor da Fequimfar (químicos).

Paulo Henrique Viana da Cruz, Paulão, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de São Paulo, discorreu sobre a angústia que toma conta dos trabalhadores da BRF, que correm o risco de perder seus empregos, criticou a gestão de Abílio Diniz e concluiu que, se o atual presidente da Petrobras for dirigir a BRF, precisa divulgar sua política para os trabalhadores. “Petróleo é diferente de carne”.

Geraldo Gonçalves Pires, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Laticínios de São Paulo, lembrou que, na gestão anterior a de Abílio Diniz, a BRF pagava salários razoáveis.

Já Marcio Villalva, secretário-adjunto da Secretaria de Relações Sindicais da Força, observou que o embargo foi mais político, a fim de favorecer a venda de frango de outros países para a UE.  

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FONTE: Imprensa Fetiasp

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