Geral Home Notícias — 07 de outubro de 2013

Dirigentes sindicais da América Latina debatem reivindicações dos trabalhadores da Nestlé

Sindicalistas da América Latina que têm fábricas da Nestlé em suas bases iniciaram hoje (dia 7) a reunião do 1º Comitê Executivo para discutir a situação dos trabalhadores. Os dirigentes expuseram a política da multinacional nas fábricas de suas localidades em relação a vários temas, como lei trabalhista, política de seguridade, política de saúde e segurança, salários e filiação sindical. “Vamos fazer um apanhado das reclamações e levar à reunião mundial, que será realizada nos dias 21 e 25, em Genebra, na Suíça”, declara Melquíades de Araújo, presidente da Fetiasp (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do ESP) e da Felatran (Federação Latinoamericana de Trabalhadores da Nestlé).

“A Uita (União Internacional dos Trabalhadores do Setor da Alimentação)reconhece que a Nestlé presta atenção nas reivindicações dos trabalhadores. Esta atitude reduz as dificuldades. É um posicionamento diferente de outras multinacionais”, destaca Gerard Iglesias, secretário-geral da da Uita na América Latina. “Uma reivindicação igual em todos os países é sobre o ritmo frenético de trabalho, que provoca doenças”, ressaltou.

Segundo Araújo, os relatos dos dirigentes sindicais da América Latina indicam que a empresa adota diferentes políticas em suas unidades de acordo com a política na área trabalhista de cada país. “Mas o que reivindicamos é que a indústria desenvolva ações conforme as necessidades dos trabalhadores”, disse.

Iglesias afirma que a atuação do movimento sindical é desigual nos países da América Latina. O mesmo acontece com as conquistas dos trabalhadores, que são desiguais. Por exemplo, o índice de sindicalizados é alto na Argentina, no Brasil e no Uruguai. Neste último país a sindicalização é uma das mais altas do continente.

Já na América Central, por exemplo, na Guatemala, apenas 3% dos trabalhadores são sindicalizados. Lá, os governos e empresários fazem forte pressão contra a criação de sindicatos.

Os dirigentes debateram questões, como salário, pagamento de insalubridade, refeição, hora-extra, jornada de trabalho, custeio dos sindicatos, entre outras questões. Sobre a jornada de trabalho, a maioria dos países trabalha 40 horas.

O dirigente chileno fez uma observação sobre seu país, independente da política da Nestlé: 23 anos depois da ditadura, a democracia não chegou para os trabalhadores que continuam com as mesmas leis trabalhistas da época da ditadura.

Do Brasil participaram dirigentes de unidades da Nestlé nos estados de São Paulo (SP, Araçatuba, Araraquara, Araras, Limeira, Marília, Tapiratiba e Taubaté e Ribeirão Preto), Rio de Janeiro (Petropolis), Minas Gerais (Ituiutaba, Teófilo Otoni, Montes Claros, Ibiá,) Espírito Santos,  Bahia, Goiás, Paraná e Pernambuco.

Da América Latina estavam presentes dirigentes da Argentina, Brasil, Chile, Nicaraguá, Panamá,  Peru e Uruguai.

A comissão internacional segue na próxima madrugada para uma assembleia na porta da Nestlé da Unidade de Caçapava, e retorna a São Paulo para dar seguimento a reunião.

 

Fonte: Imprensa Fetiasp

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