A atuação aberta da Kerry do Brasil Ltda, contra a organização sindical foi debatida ontem (dia 11), por Melquíades de Araújo, presidente da Fetiasp (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Estado de SP), Neuza Barbosa e Ovídio Garcia Fernandes, ambos diretores da Fetiasp com Luiz Antonio Medeiros, superintendente do Trabalho e Emprego de SP. Esta empresa fabrica matéria-prima para indústria de alimentos em Campinas.
Os dirigentes sindicais entregaram a Medeiros um ofício explicando a ação desta indústria contra o sindicato de trabalhadores, argumentaram que ela está praticando crime pela legislação trabalhista e pediram fiscalização geral da Kerry
“Enquanto as empresas reclamam falta de tempo para produzir mais, de forma inusitada a Kerry do Brasil Ltda, em horário de expediente, levou todos seus empregados até a sede de nosso filiado – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Campinas e Região – para que os mesmos se opusessem ao desconto de contribuição previsto em convenção coletiva de trabalho, que, dentre outros benefícios, obteve reposição da inflação, aumento real, cesta básica, participação nos resultados e outros tantos benefícios. Os trabalhadores foram acompanhados por advogada da empresa”, diz Araújo.
No ofício, os dirigentes sindicais destacam que esta ação foi específica desta indústria porque “as empresas aqui estabelecidas tem o condão de respeitar as leis e cumprir com seu papel social, produzindo e gerando riquezas. Convém esclarecer que o Sindicato firmara Termo de Ajuste e Conduta com o Ministério Público – TAC – estipulando condições sobre a oposição ao desconto de contribuição assistencial”, afirma o presidente da Fetiasp.
“A Kerry”, segundo o documento entregue ao superintendente do Trabalho, “mantém contratos de fornecimentos de produtos com empresas de porte, como Nestlé, Unilever, Pepsico e Ambev que cumprem à risca seus compromissos sindicais-trabalhistas”.
Para Araújo, “a conduta da Kerry afeta sensivelmente a relação capital-trabalho tão essencial à paz social, e é evidente que seus empregados não teriam alternativa senão dirigir-se ao Sindicato”.
Fonte: Imprensa Fetiasp



















