Manifestação foi promovida pela Força Sindical em frente o Ministério da Fazenda e é uma continuação do ato que ocorreu ontem (dia 11), em São Paulo, em frente o Banco do Brasil
A Força Sindical protesta hoje (dia 12), em frente o Ministério da Fazenda, em Brasília, no mesmo horário que o ministro Guido Mantega, da Fazenda, se reúne com os maiores empresários do País. O almoço com os empresários estava marcado para o dia 11, na sede do BB, em São Paulo, mas foi transferido para hoje porque, segundo o jornal Folha de S. Paulo, o governo acredita que conseguirá administrar melhor a manifestação.
Na capital paulista, os trabalhadores assaram sardinhas, distribuíram abacaxis e exigiram tratamento igual ao dado pelos empresários. A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Estado de São Paulo enviou ao ato 14 dirigentes sindicais de diferentes municípios. Um deles foi Carlucio da Rocha, diretor da Fetiasp (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação SP), que discursou na manifestação. O sindicalista ressaltou que o governo tira o dinheiro dos aposentados e dá para os empresários colocando os trabalhadores em último plano.
Hoje, dirigentes sindicais de sindicatos e da Fetiasp também participam do protesto em Brasília.
Crime
“Enquanto governo e empresários banqueteiam, o povo come sardinha e ficam sempre com o abacaxi. Não conversar com os trabalhadores é um crime que o governo está cometendo. Exigimos tratamento igual”, declara João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Força Sindical. Os trabalhadores querem a manutenção da política do salário mínimo, que beneficia toda a sociedade.
O almoço com os empresários estava previsto para hoje, em São Paulo, no prédio do Banco do Brasil, mas foi transferido para amanhã (12), em Brasília.
O ato da Central faz parte da preparação da manifestação que a Força Sindical e as demais centrais farão no dia 9 de abril, em São Paulo na defesa da pauta trabalhista, que inclui a redução da jornada para 40 horas semanais, fim do fator previdenciário e também da terceirização.
No ato de hoje, os sindicalistas também reivindicaram a correção da tabela do Imposto de Renda e a aprovação de um projeto de lei para manter a política de valorização do salário mínimo.
O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos SP Roberto Sargento disse que o povo não está satisfeito com a política econômica. Já Célio Ferreira Malta, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos, destacou que para pagar imposto o trabalhador serve, mas para o grande banquete não é convidado.
“Não admitimos que um governo que diz ter vindo da classe operária, não atenda os trabalhadores”, afirma Valéria Cabral, diretor do Sindicato das Costureiras de SP.
Helena Guilherme, diretora da Federação dos Empregados de Refeições Coletivas, observou que quando recebe aumento de salário o trabalhador fica feliz faz planos para adquirir os bens que sempre sonhou. Mas, logo vem a frustração porque o aumento de salário é engolido pelo impostos. “O governo precisa criar vergonha na cara e corrigir a tabela logo”, diz.
Claudio Prado, diretor da Força Sindical-SP observa que, além destes temas, também é necessário debater a eliminação de postos de trabalho na indústria. “Devemos é chamar o Mantega (Guido Mantega, ministro da Fazenda) para comer sardinha”, declara Nelson Cardim, Xepa, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos SP.
Jorge Carlos de Morais, Arakém, secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos SP, destaca a importância de realizar manifestações para cobrar do governo nossas reivindicações.
Fonte: Imprensa Fetiasp/Força Sindical



















