A Fetiasp (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado de São Paulo) fez um debate hoje (25) sobre o Trabalho Decente e Violência Doméstica para comemorar o Dia Internacional da Mulher . A data oficial é 8 de Março, no entanto, o ato foi realizado dentro da programação do Março Mulher feito pela Força Sindical, que será encerrado no dia 31, com uma manifestação no Sindicato dos Eletricitários de São Paulo.
A comemoração feita pela Federação foi diferente. Duas sindicalistas – Ruth Coelho Monteiro, secretária nacional de Cidadania e Direitos Humanos da Força Sindical e Helena Ribeiro da Silva, secretária estadual da Mulher da Força São Paulo, fizeram palestras sobre Trabalho Decente e Violência Contra a Mulher, respectivamente. “ A ideia foi trazer dirigentes para transmitir às trabalhadoras de sindicatos da alimentação as experiências que acumularam ao longo de muitos anos. São exemplos que as mulheres poderão usar em suas lutas diárias e orientar outras companheiras nas bases”, disse Neuza Barboza de Lima, diretora da Federação.
“Sempre apoiamos a luta das mulheres e consideramos que vocês têm de brigar para que não sofram discriminação começando dentro de casa e em todos os lugares, como o local de trabalho”, declara Melquíades de Araújo, presidente da entidade.
A Secretaria de Política para Mulheres e Assuntos Raciais da Fetiasp é coordenada por Neuza Barboza e Paulo Henrique Viana, diretor da Federação e do Sindicato da categoria da Capital. A secretaria da Mulher é a Maria Goreti Aragão. Na comemoração, Paulo e Maria Goreti parabenizaram as mulheres que participaram do evento.
Maria Euzilene Nogueira, Leninha, secretária- adjunta da Secretaria Nacional da Mulher da Força Sindical, destacou que as trabalhadoras querem ser respeitadas como cidadãs e mulheres. “Esta luta das mulheres vem de longe”, disse. “Quem determinava o cumprimento dos cabelos das mulheres eram os maridos, elas não podiam andar sozinhas. E hoje continuamos lutando para sermos respeitadas”, ressalta.
Para Arnaldo Gonçalves, secretário nacional de Saúde e Segurança da Força Sindical, observou que as mulheres precisam saber a força que têm e lutar por seus direitos. Já José Emílio Contessotto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Itapira, contou um episódio para ilustrar a necessidade de mudar a cultura de parte dos homens em relação às mulheres. Segundo ele, a entidade que preside conseguiu igualdade de salários para homens e mulheres após uma greve em uma empresa que hoje integra o grupo JBS. “Um dos companheiros dizia:tudo bem as mulheres conseguirem aumento de salário, mas eu quero ganhar mais que elas”.
Trabalho Decente
Em sua palestra, a sindicalista Ruth Coelho Monteiro afirma que o Trabalho Decente é fundamental para que as mulheres conquistem condições de trabalho, proteção social e salário digno iguais aos dos homens. “A mulher tem sido mais prejudicada no mercado de trabalho, sofrem discriminação e hoje há uma feminização da pobrez, que tem sexo (feminino) e cor (negra)”, declara.
Ruth informa que um grupo tripartite debate a nova agenda nacional do Trabalho Decente para elaborar propostas e criar plataforma de trabalho para implementar as ações definidas.
Já Helena Ribeiro da Silva recomendou às trabalhadoras que divulguem a lei Maria da Penha porque uma pesquisa da Avon mostra que apenas 9% das mulheres conhecem a lei inteira e 32% não sabem nada da lei.
Helena observa ainda que “as mulheres devem denunciar seus agressoresse empoderar e fazerem o que querem. O Estado e a Justiça precisam tratá-las como seres humanos”, diz.
FONTE: Imprensa Fetiasp



















