A Petrobras considerada um patrimônio nacional tem sido alvo de denúncias que abalaram a sua situação financeira e a credibilidade. Em sua defesa, a Força Sindical realizou um ato no dia14, em sua sede, no Rio de Janeiro.
“É a maior empresa do País, estratégica para o desenvolvimento nacional. Cobramos uma apuração eficaz e a punição dos envolvidos, caso comprovadas as denúncias”, afirma Miguel Torres, presidente da Central, que comandou os protestos na capital carioca.
Já o sindicalista Francisco Dal Prá, presidente da Força Sindical do Rio de Janeiro, informou que o ato foi apartidário e apolítico. “A Petrobras foi fundada no governo Vargas e é patrimônio nacional. Estamos muito preocupados com o sucateamento que vem sendo anunciado pela imprensa”, disse.
Melquíades de Araújo, presidente da Fetiasp (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Estado de São Paulo), lembra que milhares de trabalhadores, incentivados por propaganda governamental, usaram seu FGTS para comprar ações da Petrobras, que sempre foi símbolo de eficiência e solidez. “É preciso transparência”,declarou ao informar que o setor da alimentação também esteve no ato.
“Não podemos permitir que essa imagem se perca e que o investimento dos trabalhadores tenha sido em vão”, completa Dal Prá.
Participaram dos protestos trabalhadores de São Paulo, como os da alimentação, construção civil, químicos e metalúrgicos, que viajaram mais de seis horas para irem ao ato. A Central no Rio de Janeiro distribuiu para a sociedade uma carta aberta sobre a estatal.
Na carta, a Central explica que “o Congresso Nacional está discutindo a criação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para que tudo venha à luz e que a sociedade tenha conhecimento dos fatos denunciados, o que é oportuno e pertinente, sendo o Poder Legislativo o legítimo representante do povo, cabendo a ele a apuração da verdade”.
“O governo”, segundo a carta,“ tenta desvirtuar os fatos com acusações dirigidas a quem tinha a responsabilidade à época da gestão anterior, mas o Conselho de Administração da empresa é formado por um Colegiado, cabendo a todos a responsabilidade de todas as decisões estratégicas que a empresa possa tomar. A pergunta que fica no ar é: a responsabilidade não é de todos? Ou são meros figurantes?”.
A Central conclui a carta dizendo que a classe trabalhadora exige, por direito, que a verdade venha à tona e conclama o povo brasileiro a se manifestar.
Fonte: Imprensa Fetiasp



















