Alimentação tem presença destacada no Seminário Internacional de Saúde e Segurança.
As entidades sindicais são essenciais para que as políticas de saúde e segurança no trabalho sejam implementadas com sucesso, disse Melquíades de Araújo, presidente da Fetiasp (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Estado de S. Paulo), ao comentar a realização do Seminário Internacional de Saúde e Segurança pela Força Sindical (nacional e do Estado de S. Paulo), pela UIL (Unione Italiana Del Lavoro) e pela Ital, entidades italianas. Os trabalhadores no setor da alimentação têm presença destacada no encontro que termina amanhã (dia5).
No seminário, os trabalhadores brasileiros e italianos trocam experiências em várias áreas. Hoje foram discutidas políticas e ações voltadas para a saúde, informou Adnei Araújo de Abreu, secretário de saúde do Trabalhador e diretor de Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Piracicaba.
Abreu explica que as dificuldades dos italianos, mesmo a Itália sendo um país de 1º mundo, não são muito diferentes que as sentidas pelos brasileiros. “É preciso intervenção sindical para fazer cumprir a lei. Na Itália, os dirigentes atuam dentro das comissões de empresas e, no Brasil, os dirigentes são licenciados das fábricas e trabalham pelo sindicato visitando as empresas”, declarou Abreu.
No Brasil, destacou Abreu, no Brasil tem legislação para coibir os acidentes de saúde e segurança, mas os sindicatos não têm poder de polícia e, portanto, cabe ao governo fiscalizar as empresas, muitas vezes atendendo as denúncias do governo sindical.
Prêmio
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Piracicaba, presidido por Fânio Luiz Gomes, recebeu um prêmio do Instituto Pinotti pelo 2º ano do programa “Verão sem Aids”.
Abreu ressaltou que neste 1º semestre, o sindicato distribuiu aos trabalhadores 600 kits contendo informações sobre a aids. No 2º semestre serão distribuídos outros kits com informações sobre tabagismo, álcool e drogas, além de doenças sexualmente transmissíveis.
Ao todo são 70 pessoas de sindicatos e da Atra (Associação em defesa dos Trabalhadores no Ramo da Alimentação do Estado de São Paulo e Vítimas de Moléstia do Trabalho), entidade que cuida de acidentes e moléstias profissionais sob a coordenação Rosecleia de Castro. “Vamos conhecer os problemas de outras categorias do Brasil e da Itália e como os dirigentes sindicais atuam para resolver os problemas, ou seja, que soluções adotaram, o que conseguiram resolver ou não. Na área da alimentação temos um desafio muito grande que é a LER/DORT.
A diretora da Fetiasp, Neuza Barbosa, fez uma palestra sobre a luta pela igualdade de gênero e raça e sobre as doenças ocupacionais.
Fonte: Imprensa Fetiasp



















