Notícias — 14 de março de 2013

Fetiasp e sindicatos filiados, entregam pauta de reivindicações aos patrões na próxima semana.

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Fotos: Fetiasp

 

Na próxima semana, a Fetiasp (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do ESP) e os sindicatos filiados entregarão a pauta de reivindicações à bancada patronal dos diferentes segmentos que compõem a categoria. “Sabemos que negociar convenções coletivas nunca foi moleza. Portanto, vamos intensificar as mobilizações nas bases e pressionar as empresas”, disse Melquíades de Araújo, presidente da entidade.

Serão negociados na data-base de maio os itens da Convenção Coletiva de Trabalho e reivindicarão reposição do INPC do período da data-base, aumento real de 10% e piso salarial de R$ 1.500,00, informou Neuza Barbosa, diretora da Federação.

Foram designados  coordenadores de negociação que são diretores da Federação. Wilson Vidoto coordenará os setores de doces, conservas e sucos, além do plúrimo. Antonio Gonçalves Filho será responsável pela área de bebidas; João Agostinho Pereira, pelas usinas de açúcar e, Ovídio Garcia Fernandes  será encarregado das negociações na área de carne e frios , que empregam 50 mil trabalhadores no Estado.

“A campanha será difícil e, portanto, vamos organizar as nossas bases para aumentar a mobilização”, afirmou Fernandes. Na opinião de Gonçalves Filho, neste ano haverá dificuldades para negociar porque a choradeira dos patrões já está muito grande. No entanto, os trabalhadores têm um ponto positivo a seu favor: a criação de secretarias pela Fetiasp, que permitirá melhor organização dos dirigentes sindicais para negociar com a bancada patronal.

Vidoto destacou que pretende fazer  fechar a Convenção Coletiva em maio e continuar a mobilização dos trabalhadores para a negociação do plúrimo, que reúne  150 mil trabalhadores e tem data-base em setembro.

O sindicalista lembrou que no ano passado, o governo beneficiou muito a indústria, com as desonerações da folha e redução do IPI (Imposto de Produtos Industrializados) para vários setores e produtos da cesta básica, mas não deu nada para os trabalhadores. “A indústria cresceu 2,5% em janeiro, em relação ao mesmo anterior e agora vamos cobrar nossa parte”, enfatizou Vidoto.

 

Fonte: Imprensa Fetiasp

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