Destaques — 12 de junho de 2017

Dirigentes sindicais da Alimentação participam do Congresso da Força

Dirigentes de sindicatos dos trabalhadores da indústria da Alimentação do Estado de São Paulo filiados à Força Sindical participam do 8º Congresso da Central que começou hoje (12), na Praia Grande. “O Congresso é uma excelente oportunidade para debatermos os temas de interesse da classe trabalhadora, o que nos prejudica, o que nos beneficia. Nossa pauta é ampla, mas vamos eleger o que é mais importante para nós neste momento, ou seja, as reivindicações que vamos focar, depois o que faremos a médio e longo prazos”, disse Antonio Vítor , presidente da Fetiasp (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Estado de São Paulo), na abertura do evento no Ginásio de Esportes Falcão.

“O mais urgente”, declara o presidente da Fetiasp, é defender os direitos já conquistados. Isso significa permanecermos atentos e mobilizados para impedir que se concretize as ameaças de setores da sociedade que querem alterar as leis que regem o mundo do trabalho, como a reforma trabalhista e, o futuro dos trabalhadores, isto é, a reforma previdenciária”.

Uma das vantagens do Congresso da Força é encontrar companheiros das regiões do País,que pertencem a nossa categoria que é a Alimentação e de outras diferentes, como metalúrgicos, químicos, rurais e trocar experiências, observa Vítor. “É como se fosse um curso de formação sindical informal”, completa.

Propostas da Força

Amanhã (dia 13), os grupos de debates vão debater os temas que constam do Projeto de Resolução do 8º Congresso. Entre eles, estão os seguintes pontos:

Projeto de Resolução

 

  1. Reafirmamos que as medidas abaixo relacionadas questões abaixo são fundamentais para a reestruturação do trabalho político e organizativo da Central para o próximo período:

 

  • É objetivo permanente o estabelecimento de novos métodos de funcionamento baseados na ampliação da democracia interna, na vigência do princípio da direção coletiva, na divisão das responsabilidades, na maior dedicação dos dirigentes para as funções para as quais foram eleitos e na descentralização das responsabilidades;

 

  • Implantar políticas de planejamento e controle das atividades dos diferentes níveis de direção e organização visando ampliar a eficiência do trabalho político e organizativo;

 

  • Zelar e ampliar os controles para o funcionamento regular e periódico das reuniões dos organismos de direção e em todos os níveis;

 

  • Reforçar a organização vertical da Central, as Estaduais, os Secretariados por ramo econômico;

 

  • Reestruturar os Secretariados profissionais inativos, por intermédio da convocação pela Executiva Nacional, de encontros por ramo econômico;

 

  • Manter e ampliar, na medida das possibilidades, o programa de formação sindical, de âmbito nacional, com módulos específicos para as direções e ativistas sindicais de base, para Federações, Confederações e Secretariados por ramo econômico, para dirigentes estaduais e nacionais. Capacitar e preparar os quadros para a negociação coletiva em todos os ramos e setores econômicos, e em todos os níveis, inclusive o internacional, assim como para a representação e participação nos fóruns, colegiados de órgãos públicos e demais espaços de diálogo social nos quais estejam em discussão assuntos de interesse geral dos trabalhadores.

 

  • Reestruturar as Secretarias da Executiva Nacional com a implantação de sistema de planejamento anual das atividades;

 

  • Ampliar a sinergia entre a Executiva Nacional, as Estaduais, os Secretariados profissionais, os Sindicatos, Federações e Confederações filiados, melhorando a comunicação interna, a imprensa sindical, ampliando a utilização da TV, do rádio e da Internet para comunicação e para fins organizativos e políticos;

 

  • Ampliar, dar maior organicidade e responsabilidades específicas às assessorias técnicas e políticas;

 

  • Instituir programa de capacitação e formação política, sindical e administrativa de todos os envolvidos no trabalho cotidiano (dirigentes, assessores e pessoal administrativo);

 

  • Em todos os níveis de direção implantar sistema padronizado de previsão orçamentária e de prestação de contas e incentivar e garantir o pleno exercício e o desempenho das funções dos Conselhos Fiscais;

 

  • Completar a unificação da estrutura nacional da Força Sindical sob um único CNPJ, conforme estipulado pelo Estatuto.

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