SÃO PAULO – O frigorífico Minerva, que deve fechar o ano com receita entre R$ 4 bilhões e R$ 4,2 bilhões, espera que a demanda continue crescente no mercado interno em 2012. “O mercado interno deve ser pujante no próximo ano”, disse Fernando Galetti de Queiroz, diretor-presidente do Minerva.
Neste ano, até o terceiro trimestre, o mercado doméstico respondeu por 46% da receita do Minerva e as exportações, por 54%. Para Queiroz, as vendas externas também devem continuar crescentes em 2012, especialmente em países em desenvolvimento, como os do Oriente Médio e o Leste Europeu. “Está se estreitando o ‘gap’ de consumo entre os países desenvolvidos e os desenvolvimento”, observou durante almoço de fim de ano com jornalistas.
Questionado sobre possíveis aquisições, o presidente do Minerva disse que o foco da empresa é “seguir no crescimento orgânico” em busca de desalavancagem. “Não vamos adquirir alavancando a empresa”, completou.
Sobre eventual interesse no bloco de ativos que a BRF – Brasil Foods colocou à venda, Queiroz afirmou que “não é parte da estratégia do Minerva estar em abate de aves e suínos”. A criação da BRF foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sob a condição de que a companhia se desfaça de um bloco de ativos.
Fernando Queiroz admitiu interesse em ativos de distribuição da BRF. Mas como o Cade condicionou a venda em bloco, ele descartou o negócio. “Em cenário de venda em bloco, não temos interesse”.
FONTE: (Alda do Amaral Rocha | Valor)



















