Notícias — 05 de dezembro de 2011

SÃO PAULO – O frigorífico Minerva, que deve fechar o ano com receita entre R$ 4 bilhões e R$ 4,2 bilhões, espera que a demanda continue crescente no mercado interno em 2012.  “O mercado interno deve ser pujante no próximo ano”, disse  Fernando Galetti de Queiroz, diretor-presidente do   Minerva.

Neste ano, até o terceiro trimestre, o mercado doméstico respondeu por 46% da receita do Minerva e as exportações, por 54%.  Para Queiroz,  as vendas externas também devem continuar crescentes em 2012, especialmente em países em desenvolvimento, como os do Oriente Médio e o Leste Europeu. “Está se estreitando o ‘gap’ de consumo entre os países desenvolvidos e os desenvolvimento”, observou durante almoço de fim de ano com jornalistas.

Questionado sobre possíveis aquisições, o presidente do Minerva disse que o foco da empresa é “seguir no crescimento orgânico”  em busca de desalavancagem.  “Não vamos adquirir alavancando a empresa”, completou.

Sobre eventual interesse no bloco de  ativos  que a BRF – Brasil Foods colocou  à venda, Queiroz afirmou que “não é parte da estratégia do Minerva estar em abate de aves e suínos”. A criação da BRF foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sob a condição de que a companhia se desfaça de um bloco de ativos.

Fernando Queiroz admitiu interesse em ativos de distribuição da BRF. Mas como o Cade condicionou a venda em bloco, ele descartou o negócio. “Em cenário de venda em bloco, não temos interesse”.

FONTE: (Alda do Amaral Rocha | Valor)

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