Dia 16 de outubro, mundialmente celebrado desde 1981, é o DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO, destacado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Seu objetivo é conscientizar o conjunto da humanidade sobre a difícil situação que enfrentam as pessoas que passam fome e estão desnutridas, e promover em todo o mundo a participação da população na luta contra a fome.
No início do terceiro milênio, mais de 800 milhões de homens, mulheres e crianças sofrem de fome crônica. A fome não só corta curto a vida e as esperanças dos indivíduos, como também prejudica a paz e a prosperidade das nações exigindo medidas urgentes a serem tomadas em muitas frentes, não apenas para fornecer alimentos para os famintos, mas também para eliminar as causas subjacentes da fome no mundo rapidamente, de forma sustentável e permanente.
Em todo o mundo, cerca de 800 milhões de pessoas vivem em situação de insegurança alimentar. Isso significa que elas não têm acesso à alimentação saudável, de qualidade, em quantidade suficiente e de modo permanente. No Dia Mundial da Alimentação, celebrado todo dia 16 de outubro, mais de 180 países organizam atividades e se mobilizam a fim de reduzir a fome.
Nós trabalhadores do ramo da alimentação somos, também, parte da corrente responsável pela alimentação dos povos e disso nos orgulhamos.
O Brasil é o grande celeiro de alimentos com capacidade suficiente para suprir as necessidades de toda a população do universo. De fato, o imenso território, o tamanho das áreas não cultivadas, ou seja, os latifúndios improdutivos, a forma arcaica de exploração da terra, tudo isso, entretanto, contribui para o atraso da política agrícola do país. Tal situação não é exclusivamente nossa, sendo fácil observar que ela existe em toda parte do planeta. Isso se deve naturalmente a continuação de uma política retrógrada e reacionária promovida ou consentida pelos governos que prestigiam os latifundiários donos das terras sem dar o calor necessário aqueles que nelas trabalham.
Ainda agora assiste-se, inclusive no Brasil, a manutenção do trabalho escravo, contribuindo decisivamente para o aumento da riqueza dos poderosos.
A partir da década de 1960 os movimentos populares, notadamente sindicais, revelaram a situação de absoluta anormalidade da exploração do homem da terra.
De tal modo impõe-se pensar numa política mais séria de produção de alimentos e mais do que isto, uma mecanismo que afaste o intermediário e possibilite a produção segura pelos pequenos lavradores e assim o barateamento dos produtos alimentícios.
O Brasil não deve ser apenas o exportador de alimentos mas também aparelhar-se para sua industrialização. Nesta linha a indústria da alimentação deve ser priorizada, modernizada e protegida. Não significa isto a proteção do dono da terra ou do dono da indústria de alimentos mas principalmente do pequeno produtor, dos homens que de fato trabalham na terra e daqueles que se ativam na industrialização de alimentos.
Pensando nisso a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação e Afins do Estado de São Paulo une sua voz as vozes de todas as organizações de classe dos trabalhadores da alimentação para saudá-los e proclamar sua fé no futuro e no combate efetivo da fome que compromete o futuro da humanidade.
Melquiades de Araújo – Presidente.



















