Notícias — 30 de agosto de 2011

A (Fetiasp) Federação dos Trabalhadores nas indústrias da Alimentação do Estado de S. Paulo decidiu hoje (dia 26), em reunião com os sindicatos filiados, realizar uma manifestação em São Paulo, no dia 10 de outubro, em local a ser definido. Segundo Melquíades de Araújo, presidente da entidade, o ato será pela manutenção dos empregos no setor de frigoríficos; pelo  fim das demissões nas unidades do grupo JBS; reivindicar que o BNDES não empreste dinheiro para empresas sem garantia de empregos e que o governo do Estado de S. Paulo e as empresas cheguem a uma solução com o setor sobre o ICMS.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, Paulinho, esteve na reunião e  explicou todas negociações para reverter 1,3 mil demissões  de empregados e fechamento do frigorífico de Presidente Epitácio, do grupo JBS.

Paulinho relatou que ele, Araújo, presidente da Fetiasp e Carlucio Gomes da Rocha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Alimentação de Presidente Prudente, estiveram com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho; com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, com o governador de SP, Geraldo Alckmin, e a direção do grupo JBS para tratar do assunto.

“O BNDES”, disse Paulinho, “ tem cerca de 32% do capital do grupo; o ministro Lupi tem sob a sua coordenação o Codefat, que repassa dinheiro para o BNDES e o governador Alckmin discute com o setor de frigoríficos a devolução do crédito de ICMS”.

Só para esclarecer, no  Estado de São Paulo o ICMS para o setor é zero. Quando o frigorífico compra boi em pé no Mato Grosso  paga 12% de ICMS e traz o animal para abater em SP, onde quer receber o crédito do ICMS. A alíquota de quanto será pago a empresa é que está em negociação. O governo de SP pode chegar a uma proposta para solucionar o problema com as empresas, mas ela deve ser submetida ao Confaz nesta semana.

A JBS atribui as demissões ao problema do ICMS com o governo de SP. No entanto, a empresa já havia anunciado a reestruturação do grupo e demitiu no Estado de SP, Paraná e Minas Gerais. Na sexta-feira (dia 23), o grupo demitiu 100 empregados no frigorífico em Barretos (SP), segundo Luís Carlos Anastácio, Paçoca, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação da cidade.

Dulce Helena Ferreira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação de Araçatuba, informou que há um ano e meio, depois da fusão do grupo JBS com a Bertin, foram dispensados cerca de cinco mil trabalhadores das unidades do grupo nas cidades de Lins, Guaiçara, Andradina, Guararapes.

Em  São Paulo, a empresa ameaça demitir 300 dos 2.300 trabalhadores, destacou Carlos Vicente de Oliveira, presidente do sindicato da categoria. Na sua avaliação, os negociações com o setor de carnes é delicada. Desde 2009, foram fechados quatro frigoríficos em São Paulo: Independente, Margem, Bom Charque, Quatro Marcos e Tatuibi.

Sobre as demissões de Presidente Epitácio, informou Carlucio, a procuradora do município disse que suspenderá as rescisões dos contratos de trabalho com os demitidos pelo JBS porque não houve negociação com os trabalhadores e sindicato.

 

FONTE: Imprensa Fetiasp/F. Sindical

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